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terça-feira, 20 de julho de 2010

As Consequências da Escolha

As Consequências da Escolha

Pr. Isaias Oliveira Soares

E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra.
E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.
Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
( Gn 13. 7-10)
Todos conhecem este episódio envolvendo os pastores do gado de Abrãao e os pastores de gado de Ló. Colocadas diante de Ló as opções de escolha da direita ou da esquerda, Ló acabou escolhendo a campina do Jordão, que era toda bem regada. É lógico que diante de uma cinrcunstância de escolha, nós nos deixamos levar pelas vantagens ou aparentes vantagens que pareçam viáveis. E nós também sabemos quanto custou a Ló a escolha feita. Vejamos alguns pensamentos sobre o difícil ato de escolher:

• Quando minha escolha é consciente, nenhuma repercussão me assusta. Quando não é, qualquer comentário me balança. (José Eustáquio)
• O destino é uma questão de escolha (Augusto Cury)

• Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada. (Augusto Cury)

• Em cada escolha arriscas a vida que poderias ter; em cada decisão, perdê-la. ( (Richard Bach )
• Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo. (Albert Einstein

• Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

1. A escolha tem consequências boas ou ruins.

a) Davi, ao ser tentado no caso de Bate-Seba, decidiu seguir as suas paixões carnais. Essa sua escolha trouxe a morte de seu filho. Conseqüência dolorosa.
Escolha: 2Sm 11.4
Conseqüência: 2Sm 12.18
b) Jonas, decidindo não acatar a ordem de Deus, escolheu fugir de sua presença por um navio. Foi jogado ao mar e ficou 3 dias e 3 noites no interior de um grande peixe.
Escolha: Jn 1.3
Conseqüência: Jn 1.17
c) Ananias e Safira, este casal ao vender uma propriedade retêm parte do dinheiro e só deposita na Igreja uma parte. Eles escolheram ouvir a satanás, mentindo ao Espírito Santo, os dois foram mortos.
Escolha: At 5.1-2
Conseqüência: At 5. 5 e 10
d) Na parábola do filho pródigo, vemos a escolha que o filho mais novo teve, de querer todos os bens que lhe cabia e ir viver a sua vida. Uma escolha triste, pois quando se acabou o dinheiro, ele teve que cuidar de porcos e passar muita fome.
Escolha: Lc 15. 2-3
Conseqüência: Lc 15.15-16
e) Acã – Deus havia ordenado ao povo que não tocasse das coisas condenadas de Jericó (Js 6.18) – Mas Acã, tentado pela cobiça, tomou das coisas condenadas. A conseqüência de seus atos o levou a morte e toda a sua família.
Escolha: Js 7.1
Conseqüência: 7. 20-25
f) Daniel escolheu continuar a adorar a Deus, mesmo sabendo que isso lhe era proibido – foi liberto da cova dos leões.
Escolha: Dn 6.10
Conseqüência: Dn 6.21-22
g) Os amigos de Daniel: Sadraque, Mesaque e Abede-nego escolheram não se curvarem perante a estatua do rei – foram libertos da fornalha ardente.
Escolha: Dn 3.12
Conseqüência: Dn 3.24-27
h) Raabe escolheu esconder os dois espias de Israel, mesmo sabendo que poderia ser morta por seu povo – quando Israel tomou a Jerico, ela foi salva com toda a sua família.
Escolha: Js 2.15
Conseqüência: Js 6.22-23
i) Daniel e seus amigos resolveram firmemente não se contaminar com as coisas (comidas) do rei, foram considerados os mais inteligentes entre todos do palácio.
Escolha: Dn 1.8 e12
Conseqüência: Dn 1.17-20.
j) José foi tentado pela mulher de Potifar, mas ele recusou, indo até parar na prisão por isso – Deus o fortaleceu e o colocou à mão direita do Faraó, por muitos anos.
Escolha: Gn 39.7-8
Conseqüência: Gn 39.20 (prisão) – Gn 41. 41-44


2. A tendência de ser racional ou emocional na hora de escolher.

• “A tendência de ser mais racional ou emocional depende muito do contexto da vida de cada um e de seus exemplos”, afirma a psicoterapeuta comportamental neurolinguista Marcelle Vecchi. Aos 20, 30 ou 50 anos de idade, as escolhas tendem a ser diferenciadas. Como a formação da personalidade é um processo gradual e complexo, é esperado que com o decorrer das vivências, da maturidade psíquica e mental as escolhas também se apresentem de formas distintas.
• “Temos uma capacidade natural de processar internamente as decisões que tomamos na vida de forma automática e revisamos os resultados constantemente”.
• Partindo desse pressuposto, estamos sujeitos a fazermos umas escolhas certas outras erradas. Saliente-se que, na maioria das vezes quando se toma decisões, são de forma inconsciente quanto à ao erro que possa estar embutido o ato de escolher. Só vemos o sucesso.

3. Uma escolha inteligente

Chama-se escolha inteligente aquelas que fazemos de modo inteligente observando o que é mais importante para nós, e que tem um sentido realista na escala dos valores e proporções. Este processo de escolha - de aceitação por um lado e de rejeição pelo outro - começa na infância e continua pela vida fora. Não podemos ter tudo o que ambicionamos.
Como proceder para se fazer uma escolha inteligente:

1. Entendimento de uma situação. É preciso entender o mecanismo por trás das opções. Fazer escolhas pode ser visto como um processo, ou seja, entendimento de uma situação, levantamento de alternativas e tomada de decisão.
2. Os mecanismos cognitivos envolvidos dependem de vários fatores: herança genética, idade, maturidade, tipo de personalidade, experiências passadas e, claro, a análise da situação. “Não existe resposta ou solução, é algo individual.
3. “Existem escolhas em que a razão vale mais que a emoção e vice-versa, mas, na maioria das escolhas, o que vale é a união da razão e emoção”, afirma a psicóloga clínica e educacional Ana Monachesi.
4. A personalidade. Nesta hora, a personalidade pode influenciar na forma de tomar decisões. Uma pessoa cuja infância foi traumática pode ter desenvolvido mais sua capacidade racional para se esquivar da dor emocional. Preferiu inconscientemente pensar de forma mais racional como um meio de se proteger de emoções dolorosas. Uma pessoa cuja família tem pouca capacidade emocional, sem demonstrações de emoções boas ou ruins, por exemplo, desenvolve também essa inabilidade emocional, preferindo o racional.
5. Agir como adultos. Este processo de escolha - de aceitação por um lado e de rejeição pelo outro - começa na infância e continua pela vida fora. Não podemos ter tudo o que ambicionamos. Alguns foram mal acostumados pelos pais de ganhar tudo o que desejaram e, portanto, tem dificuldade de conviver com a dicotomia: Querer e Poder. Nem tudo o que queremos,podemos .

4. As implicações Comportamentais da Escolha.

a) O preço: Quem faz uma escolha é semelhante a um homem de negócios que procura o sucesso financeiro e tem muitas vezes de abandonar os seus interesses de ordem desportiva ou cultural. Os que preferem servir os interesses espirituais, culturais ou políticos da sociedade - sacerdotes, escritores, artistas, militares, homens de estado e funcionários públicos em geral - têm quase sempre de relegar para segundo plano o bem-estar social e financeiro,por causa da escolha que fizerem.

b) Os limites: Com uma vida limitada não podemos ser ou fazer tudo. A escolha que fizemos deve determinar a nossa conduta. Eu me recordo de uma conversa que tive com Acelino Popó, o nosso grande pugilista, logo que ele conseguira aquela ascensão no mundo do boxe. Perguntei-lhe qual era o segredo de seu sucesso, ao que me respondeu: “Disciplina e renuncia”. Segundo ele, ver os seus colegas de infância viverem a liberdade indo para as festas noites inteiras, bebendo e comendo livremente e ele não poder fazer o mesmo. Como disciplina, o pugilista, hoje cristão, disse: Treino todos os dias. Minha vida é fundamentada no treinamento para fazer a diferença dentro do ringue.
Estamos constantemente forçados a escolher com que e com quem passar o nosso tempo. Cultivar amizades toma tempo. Às vezes temos de recusar encontros e desapontar muitas pessoas por causa do nosso tempo.

c) As possibilidades: Esta é uma das grandes lições da vida. Temos de escolher na altura própria, e o destino é a seara que cresce da semente da escolha. A fórmula para uma escolha inteligente exige não só um profundo conhecimento de nós próprios como uma afirmação da nossa própria maneira de ser.

5. As escolhas variam de idade para idade de acordo com o perfil psicológico de todos.

a) Nos homens. “Temos uma capacidade natural de processar internamente as decisões que tomamos na vida de forma automática e revisamos os resultados constantemente. Com 50 anos fica mais fácil tomar decisões mais acertadas, pois o cérebro tem maior quantidade de fatos analisados. Já os jovens têm mais tendência em agir mais pela emoção e com mais impulsividade, mas também há exceções”, afirma Marcelle.
b) Nas mulheres. As mulheres também podem abusar do sexto sentido. Temos capacidades que muitas vezes não sabemos, como, por exemplo, a leitura das emoções. “O homem não está acostumado a valorizar essa capacidade, mas ela também existe no sexo masculino”, afirma a psicóloga Ivonete Garcia.

Para ela, analisar as situações, não tomar decisões precipitadas (se não souber o que decidir), pedir ajuda para pais, amigos ou profissionais e manter sempre o humor ajuda em qualquer que seja a consequência da escolha.
c) A possibilidade de erros.

“Erros são cometidos por todos. Não somos perfeitos, mas podemos sempre melhorar. Uma mente descansada pensa melhor, e a mente descansa depois de uma boa noite de sono. Consulte livros, internet, profissionais; pergunte-se: ‘Vou ser feliz com essa decisão? ’ Pense a curto, médio e longo prazos. E, se as escolhas em geral trazem infelicidade, preste atenção ao padrão de conduta que tem adotado e tente mudar isso, pois aumentará as chances de sucesso e felicidade”, afirma.

d) Use o Cérebro. Use todo o cérebro na hora de escolher Fazer escolhas acertadas é complicado porque é preciso acessar diferentes regiões cerebrais. Homens e mulheres desenvolvem dois lados do cérebro, só que dão preferência a apenas um deles. O lado esquerdo processa informações de forma mais racional e por etapas; já o direito processa informações de maneira mais emocional e vê o todo. Conforme o tipo de decisão a ser tomada, um lado é mais solicitado que o outro.

“Se for uma decisão amorosa, o lado direito é mais solicitado. Já se for uma decisão profissional, o lado esquerdo predomina”, afirma a psicoterapeuta comportamental neurolinguista Marcelle Vecchi. Neste cenário, a especialista afirma que os dois aspectos têm o mesmo valor, são igualmente importantes nos diversos setores da vida, no entanto, o difícil é desenvolvê-los de forma equilibrada. “O ideal seria usar a razão na mesma proporção que a emoção”, afirma.

Segundo ela, estudos já demonstraram que uma pessoa que consegue usar de forma proporcional a razão e a emoção possui equilíbrio em suas decisões, ou seja, sua vida pessoal e profissional se desenvolve de forma harmônica. “São conhecidas como pessoas coerentes que conseguem facilmente aliados para suas idéias e projetos, logo, possuem uma liderança desenvolvida”, afirma.

e) Não vá pela cabeça dos outros. “Viver de acordo com as expectativas dos outros é suicídio”. (Roberto Shinyashiki)

f) Ninguém foi predestinado a ser só vitorioso ou ser só derrotado. Existe alguém predestinado?
Será que já está tudo escrito?
Ou as pessoas é que mudam o rumo da vida?
O livre arbítrio é para isso? Escolhas erradas e escolhas certas?
Deu-se bem ou se deu mal. Teve uma escolha.
g) Não podemos escolher como vamos morrer. Ou quando. Podemos somente decidir como vamos viver. (Joan Baez)

6. Busque ajuda profissional: Se for difícil escolher, vale pedir ajuda a um especialista. “Os psicólogos, por exemplo, não costumam opinar, mas promovem questionamentos que não foram cogitados ou percebidos pela pessoa e auxiliam na hora da decisão”, afirma Ana. O psicólogo será um facilitador no processo de avaliação da situação para a escolha. “Isso difere do senso comum, ou seja, uma amiga dificilmente será imparcial”, afirma à psicóloga Ivonete Garcia.
7. Busque ajuda de Deus que melhor pode lhe ajudar. Haja vista que ele conhece o seu ontem, seu hoje e seu amanhã. Ele também conhece suas aspirações, seus sonhos, suas aptidões e sabe o que é melhor para você.
8. Palavra Final. Mas se você está colhendo as terríveis conseqüências de sua escolha ontem, ore e peça a Deus que lhe ajude a arcar com elas. Ele não pode te livrar, pois foi decisão sua. Você não pediu orientação a Ele. Você não atendeu as advertências, os sinais que foram visualizados nos transcursos de sua trajetória. E segundo a Lei da Semeadura e da Colheita, você deve colher o que você semeou, pois Deus não pode alterar os detalhes da sua lei para beneficiar a ninguém, muito menos você. Amém. Pr. Isaías Oliveira Soares.


Bibliografia

Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'
Data: 2004/06/26 08:18 Sérgio Lisboa
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/4652/1/Cada-Escolha-Uma-Consequencia/pagina1.html#ixzz0uDKFPKdO
Site: Nova Criatura: Sônia Garcia

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